quarta-feira, fevereiro 16, 2005

As linhas com que me coso (ou até com que me cozem)

Uma vez que este blog teve a sua génese no referido "desespero pré-eleitoral", e à semelhança de alguns dos meus colegas que gostam de vir até este espaço ginasticar as ideias e os dedos, falemos então de política.
Por onde começar? Pelas definições?
Quem sou?
Quem não me conhece assim tão bem não hesitará em apelidar-me de pessoa de direita (além de pessoa de direito), algo conservador, e até com uns resquícios de fascista, ou facho, numa expressão mais popular. Para esses, a minha moderada cruz iria para o Partido Popular, pois algo mais radical (ou pelo menos com alguns pés e cabeça) ainda não existe em Portugal e as associações de índole fascista são constitucionalmente proibidas.
Erro crasso de julgamento precipitado.
Quem me conhece razoavelmente acha que até risco alguma coisa quanto ao panorama político nacional, apesar do meu relativo desinteresse, pelo menos aparente. Talvez leia o Independente ou o Expresso e talvez seja um bocado conservador, a atirar para o centro. Talvez PSD ou PS.
Eu, que me conheço bem, assumo-me como uma pessoa que até ao dia de hoje, apesar de algum relativo assédio de juventudes partidárias que sempre enjeitei por não ter paciência para brincar aos políticos, nunca tomou qualquer posição partidária, quer institucional, quer até em "conversas de café".
A política não é um tema que faça parte habitual das minhas ideias expressas por palavras, excepção feita ao ambiente familiar.
Mas o facto de não ser um vibrante entusiasta pela política lusa, sei o que se passa e tenho opiniões formadas sobre muita coisa.
Tenho ainda a consciência disso mesmo, que estou em fase de formação de consciência civil e como cidadão que vota, pois quando me recensei, 18 anos cumpridos, não tinha qualquer noção do importante que é esse direito e dever ao mesmo tempo.
Ao longo dos tempos, e consoante a minha vontade em me "abrir" ideologicamente, tanto quem escreve por aqui como quem lê, aperceber-se-ão das minhas convicções.
Peço desculpa pela auto-definição pela negativa e pelas pretensas supostas evasivas, aparentemente reveladoras de quem não se quer expôr demasiado.
Nada disso.
Com tempo...Com tempo...